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Gestão de TI

Entendendo a TI como ativo estratégico na área da Saúde.

Quando o assunto é Tecnologia da Informação (TI) nas empresas, cada área de atuação traz diferentes necessidades e pontos de atenção. Só uma certeza é comum a todas as empresas: a TI é uma área para ser observada e planejada com o máximo de cuidado!

  • Equipe inoviT
  • 6 min de leitura
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Aqui no blog, já mostramos algumas características específicas da TI para empresas de advocacia, trazendo esse debate para a prática. Mas e quando o assunto é saúde? Longe de ser um item secundário ou um “problema” a ser resolvido, a TI, é um ativo estratégico, central para o sucesso da operação com clientes e pacientes.

Não importa se o seu negócio é uma clínica de imagem, um consultório ou uma clínica médica, entre muitos outros: para cuidar da saúde dos seus pacientes, torna-se necessário cuidar também da saúde da sua TI! Neste post, vamos entender exatamente o porquê. Se liga:

Eficiência operacional da recepção ao prontuário

Uma agenda cheia de marcações de consultas ou exames não aceita sistema fora do ar nem estações de trabalho que não recebem laudos e prontuários. Projetar e dimensionar corretamente a TI, inclusive quanto ao monitoramento do sistema, é essencial para manter a eficiência operacional do seu negócio.

A eficiência da operação depende da TI (e do seu manejo) em vários fatores:

. Uso de um bom software de gestão;

. Servidores adequados e dimensionados conforme a necessidade;

. Monitoramento constante dos sistemas, detectando indisponibilidades;

. Treinamento adequado dos funcionários para uso correto dos sistemas.

Os cuidados acima, tomados de forma integrada e planejados de forma especializada, permitem a segurança e a fluidez da operação. Por exemplo:

. Evitar longas esperas na recepção porque “o sistema caiu”;

. Emitir laudos médicos e resultados de exames com fluidez, no tempo certo;

. Acesso rápido a prontuários e outras informações importantes;

. Automação Robótica de Processos (RPA).

Outro item que pode fazer a diferença na parte operacional, especialmente quanto à eficiência das tarefas mais padronizadas e que não dependem (ou não deveriam depender) do fator humano, é a implantação de RPA (Robotic Process Automation, ou, em português, Automação Robótica de Processos).

A RPA consiste na transformação de processos justamente mais “robóticos” em algo automatizado, tornando-os não só mais rápidos, como mitigando chances de erros. A RPA pode, ainda, dialogar diretamente com a Inteligência Artificial (IA), aprimorando os processos enquanto eles são executados. Vejamos alguns exemplos dessa automação na área da saúde:

. Financeiro: processamento de movimentações e faturas, especialmente quanto às documentações a serem enviadas a planos de saúde para cobrança;

. Recursos Humanos: atualizações cadastrais da equipe de colaboradores e avisos de datas e eventos trabalhistas relevantes em cada caso.

. Outras áreas: captação, compilação e extração de dados; validação de informações; geração de relatórios, etc.

. Vale mencionar um ponto importante: uma TI bem planejada e corretamente gerenciada, especialmente com uso de RPA, reduz muito a incidência de glosas, isto é, quando o plano de saúde dá uma recusa inicial ao pagamento de um procedimento ou exame (o terror da rede conveniada). O uso de IA na análise dos pedidos pode fazer parte do processo de redução de glosas.

Não é brincadeira: segundo dados da ANAHP (Associação Nacional de Hospitais Privados), aproximadamente R$ 16 milhões ficaram retidos em glosas iniciais em 2025. Muitas dessas glosas acontecem por erro no uso de sistemas e outras falhas meramente técnicas que uma TI bem “azeitada”. pode ajudar a corrigir.

Segurança do paciente

Empresas que trabalham na área da saúde costumam lidar com uma série de dados dos pacientes, e não só isso: informações detalhadas sobre sua saúde, que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) considera como “dados sensíveis”.

Assim, garantir o tratamento adequado e proteção dos dados é essencial para o respeito à privacidade do paciente e para a segurança jurídica do estabelecimento. Alguns pontos de atenção que podemos citar envolvendo a TI são:

. Implementar níveis de acesso às informações para que o médico veja o prontuário detalhado, mas o recepcionista, por exemplo, possa verificar apenas a agenda e dados básicos;

. Proporcionar criptografia e segurança em atendimentos de telemedicina;

Contar com uma política de gestão de dados, incluindo o uso de ferramentas adequadas e o treinamento especializado da equipe de funcionários. O campo é pantanoso, misturando LGPD, ética médica e respeito ao paciente… e tudo num cenário onde a complexidade dos dados envolvidos pode ser imensa. Nesse ponto, ajuda especializada pode ser essencial para garantir a tranquilidade do estabelecimento.

Redundância é essencial

Redundância é um conceito usado da TI à engenharia que representa uma função executada (ou, pelo menos, “coberta”) por mais de um dispositivo ou sistema, isto é, se a ferramenta principal falhar, outra assume seu lugar e mantém tudo funcionando.

Na saúde, redundância na TI é fundamental para que a operação cotidiana transcorra sem problemas. Uma queda de energia, falha de backup ou corte temporário na conexão de internet podem causar um pesadelo no fluxo de atendimentos ou até acarretar na perda definitiva de dados.

Vejamos exemplos do que ter em mente quanto o tema é redundância na TI de instituições de saúde:

Double link: uma dupla conexão de internet, de preferência na qual cada link opera de um jeito diferente (um via rádio e um por fibra óptica, por exemplo). Conectividade rápida e sempre disponível é imprescindível!

Nobreaks: todo estabelecimento precisa de autonomia para desligar seus servidores com segurança no caso de uma queda de energia. Ter esses equipamentos conectados a nobreaks confiáveis é ponto central na mitigação de riscos.

Backup offsite: ter um backup de arquivos fora do local físico da empresa, ou seja, na nuvem, é palavra de ordem para assegurar tranquilidade com os dados armazenados. Clínicas são grandes vítimas de ransomwares e ter backup externo elimina quase por completo o risco de uma perda definitiva de arquivos.

Saúde da TI é saúde do paciente:

Como vimos, não dá para negligenciar a TI de instituições de saúde, de consultórios que operam de maneira informatizada a centros de diagnóstico por imagem. A TI é um ativo estratégico que garante o funcionamento das demais áreas do estabelecimento, ou, pelo menos, reduz imensamente a chance de impactos negativos.

Na área da gestão, o uso inteligente da TI, pautado, por exemplo, em Business Intelligence (BI), pode ajudar no levantamento de dados vitais para a administração do negócio. Ferramentas de BI podem coletar, analisar e interpretar dados com muita assertividade, ajudando no controle de processos centrais.

Manter uma TI saudável é o primeiro passo para um paciente igualmente saudável, bem atendido, satisfeito e com sua privacidade resguardada. Justamente por isso, muitas vezes o caminho mais sábio a seguir é fazer um diagnóstico profissional da TI na empresa com quem entende; ajuda especializada faz a diferença na hora de identificar falhas e planejar mudanças sistêmicas.

Agir rápido, diagnosticar pontos de ajuste (alguns até com eventual risco imediato), planejar a TI, implantar, capacitar, e ainda depois disso tudo realizar o monitoramento: fica claro que a Tecnologia da Informação é coisa séria e deve ser tratada como um ativo, já que, se negligenciada, vira passivo.

Conte conosco se precisar de ajuda especializada externa. Fazemos seu diagnóstico com expertise na área e indicamos o caminho a seguir. Conte com a INOVIT!

Renato Carneiro – CEO INOVIT

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