5 erros de TI que custam caro para médias empresas e como preveni-los.
Recursos de TI são cada vez mais necessários nas empresas de todas as áreas. De softwares que sistematizam e gerem todos os processos da empresa até a análise dos dados que ajudam na tomada de decisão, a tecnologia da informação tornou-se uma área indispensável ao funcionamento das organizações.
- Equipe inoviT
- 6 min de leitura

A crescente dependência das empresas da TI, entretanto, não vem acompanhada da preocupação com a segurança dos dados e sistemas. Muitas empresas se acomodam com a falsa sensação de que está “tudo funcionando”, ignorando riscos, e acabam sofrendo com problemas “repentinos” que levam a enormes prejuízos.
Para evitar que a sua empresa seja surpreendida por um problema grave na TI que pode custar muito caro para resolver depois, separamos cinco erros comuns que as organizações cometem e explicamos como resolvê-los. Confira:
Erro 1: Falta de Monitoramento 24h
Sistemas indisponíveis podem causar prejuízos catastróficos às empresas: segundo dados da ITIC, mais de 90% das grandes e médias empresas relatam prejuízos de pelo menos US$ 300.000 por hora em que o sistema está fora do ar.
Automações param de funcionar, vendas são interrompidas, serviços que o cliente pode acessar por conta própria ficam inacessíveis… o impacto no caixa e na reputação pode ser incalculável.
E quando o sistema fica indisponível e não há ninguém para notar? Numa organização que não monitora seus sistemas 24 horas por dia, uma indisponibilidade logo após o fim do horário comercial pode levar a oito, dez ou até doze horas fora do ar até que alguém simplesmente note o problema.
Você está preparado para chegar no expediente pela manhã e perceber que sua loja, seus sistemas automatizados ou a área de acesso do cliente ficaram fora do ar a noite toda? Qual seria o prejuízo de uma falha como essa?
Manter monitoramento 24 horas por dia, sete dias por semana, para detectar quedas independentemente do horário é essencial. Tempo é dinheiro!
Erro 2: Backup que nunca foi testado
Se a queda de um sistema acaba por representar apenas um “lucro cessante”, a inexistência (ou falha grave) num backup, ao gerar perdas catastróficas de dados, representa a perda real de ativos.
Sabendo disso, muitas empresas investem em backup. Mas será que os gestores entendem a diferença entre “ter backup” e “ter um backup confiável”? Segundo a Elastic, desenvolvedora de IA, três em cada quatro empresas admitem demora além do aceitável para restaurar dados via backup. Ou seja: 75% das organizações não têm backup confiável o suficiente para entregar restaurações no tempo necessário.
Vamos além: em casos de ataques de Ransomwares, segundo a mesma pesquisa da Elastic, um terço dos dados “sequestrados” nunca são recuperados devido a falhas no backup.
Os riscos são reais: de ataques maliciosos a falhas humanas, os dados da sua empresa podem, sim, ser comprometidos num piscar de olhos… e será que só nesse momento você vai testar se o seu backup realmente funciona? A tranquilidade pode virar pesadelo.
Para evitar ficar “na mão” após precisar do seu backup, é necessário adotar duas práticas importantes: testes periódicos e redundância. Enquanto os testes asseguram o funcionamento do backup fora de momentos de crise, a redundância é a repetição de ferramentas, ou seja, o “backup do backup”, que pode fazer a diferença na hora de uma falha.
Erro 3: Ausência de política de segurança
É quase impossível garantir o bom funcionamento da TI de qualquer empresa se não houver uma política de segurança digital a ponto de construir uma verdadeira cultura de prevenção contra ataques maliciosos, vazamentos de dados e assim por diante.
Além de riscos financeiros, há ainda a possibilidade de dados sensíveis de clientes, parceiros ou funcionários vazarem, o que configura infração à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e pode acarretar problemas jurídicos e danos graves à reputação da empresa.
Problemas assim acontecem com frequência porque o usuário é o maior responsável pelas falhas: segundo pesquisa Minecast divulgada no ano passado, 95% das falhas de segurança em TI são causadas por erro humano, mostrando a necessidade de ter funcionários conscientes e atentos a boas práticas de prevenção.
As vulnerabilidades mais comuns são também as mais comentadas: uso de senhas fracas, concessão de acessos indevidos, e, claro, a engenharia social. A engenharia social nada mais é que um golpe no qual o invasor, através de sites ou e-mails falsos, tenta induzir o usuário ao erro. É o caso do phishing: quando o golpista tenta, por exemplo, fazer com que o usuário clique num link malicioso disfarçado.
Para evitar tais vulnerabilidades, é fundamental rever processos internos, capacitar e conscientizar os funcionários, monitorar a prática dos usuários e construir uma verdadeira cultura de segurança na empresa. Formatar boas práticas em políticas institucionais também é essencial.
Erro 4: Falta de inventário de ativos de TI
Que ativos e recursos de TI sua empresa possui? Você conseguiria elencá-los? Licenças de uso de programas, suporte, automações, uso de nuvem, antivírus… Muitas empresas não têm controle dos recursos de TI que usam ou quanto gastam com isso.
O descontrole pode sair caro: sua empresa pode estar usando dois ativos que oferecem o mesmo resultado, resultando em custos desnecessários; pode ter um recurso inútil ou defasado consumindo orçamento mensal; ou ainda pode estar usando programas “pirateados”, podendo causar falhas repentinas na operação ou problemas numa eventual realização de auditoria.
Para racionalizar o uso de recursos (especialmente financeiros) e mitigar riscos, é fundamental que a sua empresa tenha um inventário de ativos de TI: tudo que está sendo usado, para que serve, se está atualizado, quanto consome do orçamento. Um inventário atualizado e centralizado é essencial na tomada de decisões!
Erro 5: Falta de redundância no link de internet e nos servidores
A disponibilidade é um conceito fundamental na TI de qualquer negócio: ferramentas, sistemas e conexões precisam estar disponíveis a todo momento para garantir a operação. Nesse contexto é que entra a redundância, que já mencionamos no capítulo do backup: ter uma segunda opção que supra imediatamente a falha da primeira.
Redundância de links de internet, ou seja, da sua conexão, e também nos servidores, é essencial para evitar paralisações na operação da empresa. No caso da internet, usar provedores múltiplos (por exemplo, um de fibra óptica e outro de internet via rádio) é essencial para driblar problemas e não ficar offline.
Já no caso dos servidores, pode-se organizá-los em cluster, ou seja, fazer um grupo de equipamentos interconectados trabalhando juntos, de forma que a falha de um não ocasione uma queda geral no sistema.
Manter a operação funcionando através da redundância é essencial. Ficar horas inteiras sem internet ou acesso aos servidores pode ser fatal para o seu faturamento!
Quando se trata de TI, como vimos, os riscos são sempre numerosos e precisam ser tratados com prevenção e responsabilidade. Podemos elencar como caminhos práticos, complementando o que já foi dito:
. Revisar e centralizar a gestão e funcionamento da TI na empresa;
. Sistematizar boas práticas em TI, criando uma cultura de responsabilidade e prevenção;
. Investir em monitoramento, controle e revisão constante de ferramentas e processos.
. Tais medidas trazem naturalmente a necessidade de avaliar a hipótese de buscar apoio especializado que ajude a entender e organizar a TI da empresa. Se você identificou muitos dos problemas e riscos que listamos aqui, talvez seja a hora de procurar apoio externo!
Quais desses erros a sua empresa comete? Fique atento e busque um diagnóstico de TI adequado. Suporte especializado pode fazer a diferença!
Renato Carneiro – CEO INOVIT
Precisa de ajuda com a TI da sua empresa?
Fale com um especialista da inoviT e receba um diagnóstico gratuito do seu ambiente.
Falar com um especialista


